domingo, 25 de abril de 2010

Sport põe campanha em jogo e Central tenta quebrar escrita

Do JC Online

A imensa vantagem construída pelo Sport durante a primeira fase do Campeonato Pernambucano começa a ser posta à prova a partir deste domingo (25), quando começar o jogo contra o Central, às 16h, no Luiz Lacerda, em Caruaru. O time rubro-negro terminou a primeira etapa com 51 pontos enquanto o adversário, quarto colocado, ficou nos 34. O técnico Givanildo Oliveira mostrou que está bem consciente da responsabilidade. Na última sexta-feira, durante a entrevista coletiva ele foi bastante realista. "Tudo que fizemos até agora não vai adiantar nada se não conseguirmos passar para a final e conquistarmos o título". Além de mostrar porque fez tanto, o time leonino também precisa apagar as últimas impressões que deixou na torcida. No espaço de uma semana foram três derrotas: duas para a o Atlético Mineiro, que custaram a vaga nas quartas de final da Copa do Brasil e uma para o Náutico - esta com quase todo time reserva. Mesmo assim, o técnico deu uma prova de confiança em seus jogadores e manda a campo o mesmo time que perdeu para o Atlético dentro de casa na quarta, inclusive com o lateral-direito Júlio César, apupado por boa parte da torcida. "Nosso foco é somente o Central. Não podemos ficar lamentando o que passou. Não vejo motivo para mudar. Com essa formação fizemos bons jogos", apostou Givanildo. Entre os jogadores o clima é de tranquilidade. O atacante Ciro, que não marca há quase um mês, acredita que ansiedade só atrapalha num momento como esse. Além disso, continua, o objetivo maior é a vitória, independente de quem vá balançar as redes. CENTRAL - A classificação veio suada e apenas na última rodada e deixou a cidade de Caruaru em festa. Por isso, o clima no Central é o melhor possível e todos alimentam a esperança de largar com vantagem aproveitando o fator casa. Para isso, o time preto e branco terá que quebrar um tabu que já dura quatro anos. A última vitória centralina sobre o Leão foi no dia 25 de janeiro de 2006. E foi em grande estilo. Em plena Ilha do Retiro, a Patativa goleou o Sport por 4x1 pela sexta rodada. Depois disso foram mais 11 jogos com dez vitórias do Sport e apenas um empate. Embora não deva mexer no time, o técnico Adelmo Soares criou um certo clima de mistério para a partida. Parte do treinamento final não pôde ser filmada. "Futebol é um conjunto de fatores e ninguém entrega a escalação com antecedência hoje em dia", disse. Mesmo assim, o esquema tático a ser utilizado é o 3-6-1 com o qual o Atlético Mineiro começou o jogo da última quarta na Ilha e conseguiu segurar o ataque leonino. Inclusive, Adelmo estava no estádio acompanhando o jogo. Paulão deve ser o único atacante e a dúvida fica para Josias ou Rafael na defesa. FICHA DO JOGO: Central: Isaías; Paiva, Sidney e Josias (Rafael); Geovani, Fernando Pires, Dinho, Élton, Guego e Pintado; Paulão. Técnico: Adelmo Soares. Sport: Magrão; Igor, César e Tobi; Júlio César, Daniel Paulista, Zé Antônio, Eduardo Ramos e Dutra; Ciro e Dairo. Técnico: Givanildo Oliveira. Local: Estádio Luiz Lacerda, em Caruaru. Horário: 16h. Árbitro: Alício Pena Júnior (MG). Assistentes: Jossemmar Dinis e Alcides Lira. Ingressos: R$ 30 arquibancada; R$ 15 estudante e sócio.

O que não vai faltar é emoção no clássico deste domingo

Do JC Online

Desde a decisão do Campeonato Pernambucano de 2004 que Santa Cruz x Náutico não faziam um jogo com conotações tão decisivas quanto o deste domingo (25), marcado para às 16h, no Arruda. Afinal, o confronto, que terá seu segundo capítulo na próxima quarta-feira (28) vale uma vaga na final do Campeonato Pernambucano 2010.

A primeira fase da competição diz muito sobre o equilíbrio que deve prevalecer no encontro que promete fazer justiça a alcunha Clássico das Emoções. Apenas três pontos separaram as duas equipes. O timbu terminou com 43 pontos e os corais com 40.

Nas duas vezes em que se encontraram sobrou emoção. No primeiro clássico, nos Aflitos, o zagueiro Alex Xavier foi expulso com cinco minutos de jogo. O Náutico abriu o placar, o Santa empatou e o timbu só conseguiu o gol da vitória no segundo tempo.A partida do Arruda foi, provavelmente, o melhor jogo do Campeonato Pernambucano até o momento. Jogando melhor, o Santa abriu 2x0. A menos de dez minutos do apito final, o Náutico chegou ao empate. Perto dos acréscimos, o tricolor marcou dois golaços - um de Jackson e outro de Brasão. A regra das semifinais não dá muita vantagem para o Náutico. Como fez melhor campanha, o time da Rosa e Silva tem como único benefício fazer o segundo jogo em casa. O regulamento dos mata-matas é bem parecido com a Copa do Brasil: gol na casa do adversário tem um peso maior e se os dois placares se repetirem a definição vai para as cobranças de pênalti. A semana de preparação foi bem diferente para os dois lados. Os donos da casa tiveram um compromisso no meio da semana com o Atlético-GO pela Copa do Brasil na última quinta-feira e vêm de uma viagem para Goiás. Mesmo assim ninguém quer falar em desgaste. "A superação vai fazer a diferença. Clássico é um jogo equilibrado e o desgaste não vai nos atrapalhar", garante o atacante Brasão. Quanto à escalação, o técnico Dado Cavalcanti vai adotar a mesma tática do mistério que seu colega Alexandre Gallo. No entanto, como o treinador prima pela coerência não devem acontecer mudanças radicais. O volante Leo, machucado, é dúvida e pode ser substituído por Elvis, que ficou no banco em Goiás. O lateral-direito Gilberto Matuto, que também estava no banco, é outro que deve voltar. ALVIRRUBRO - Pelo lado do Náutico, o mistério também é o mesmo do Santa. Foram vários treinos secretos comandados no Centro de Treinamento Wilson Campos. A expectativa é que a base seja a mesma que venceu o Sport na última rodada da primeira fase. O atacante Bruno Meneghel, que parou de dar entrevistas e começou a fazer gols, pode ser titular junto com Geílson. Isso forçaria um recuo de Carlinhos Bala para o meio de campo. O meia Zé Carlos, ganharia a vaga de Tinga, na lateral esquerda. Gallo não dá nenhum indício do que pretende fazer. "Tivemos uma boa semana de trabalhos em que ganhamos bastante na parte física e pudemos trabalhar algumas opções", ressaltou. FICHA DO JOGO: Santa Cruz: Tutti; Gilberto Matuto, Leandro Cardoso, Alysson e Edson Miolo; Goiano, Lee (Dedé), Jackson e Elvis; Joélson e Brasão. Técnico: Dado Cavalcanti. Náutico: Glédson; Daniel, Diego Bispo, Vinícius e Zé Carlos; Ramirez, Hamilton, Derley e Carlinhos Bala; Bruno Meneghel e Geílson. Técnico: Alexandre Gallo. Estádio: Arruda. Horário: 16h. Árbitro: Wilton Sampaio/DF. Assistentes: Luciano Cruz e Pedro Wanderley/PE. Ingressos: R$ 40 (arquibancada inferior); R$ 20 (arquibancada superior, estudante e sócio).

sábado, 24 de abril de 2010

1ª Copa Rio Goitá de Futebol em prol do hospital do câncer

Neste domingo(25) no Estádio Gonzagão em Feira Nova
2ª Rodada do Grupo A
Seleção de Feira Nova x Seleção de Chã de Alegria(14:00)
Seleção de Paudalho x Seleção de Pombos. (15:40)
Na primeira Rodada do Grupo A tivemos os seguintes resultados:
Chã de Alegria 2 x 1 Pombos
Gols: Léo e Edinho para Chã de Alegria e de Alex para Pombos.
Seleção de Feira Nova 0 x 0 Paudalho.
Já pela estréia do grupo B neste domingo(25) no Estádio José Caboclo na cidade de Passira
Glória do Goitá x Salgadinho (14:00)
Seleção de Passira x Limoeiro(15:40).

Juniores do Vitória com uma dúvida para a partida diante do Náutico neste Domingo

O técnico Ailton Silva comandou um coletivo ontem a tarde no Carneirão visando seu próximo compromisso diante do Clube Náutico Capibaripe no estádio Carneirão domingo ás 16:00 horas. A baixa do coletivo foi a ausência do artilheiro Nininho,que tem 21 gols na competição, e está se recuperando de uma torção no tornozelo, e realiza-rá testes antes da partida, para saber se terá condições de jogo diante do timbú. O time considerando titular acabou vencendo os reservas por 3x0 com dois gols de Jô Baiano e um de Robertinho. O atacante Jô baiano fala da expectativa de enfrentar o náutico no domingo: O capitão Pará bastante confiante em uma vitória diante do Náutico,partida que será o tira teima do estadual, pois no 1º turno, foi 2x1 para o Náutico nos Aflitos e no Carneirão 1x0 para o Vitória e fala da expectativa abaixo da motivação dessa partida do quadramgular final para os internautas: Eis a possível formação dos juniores do Vitória para a partia diante do Náutico: Túlio,Hallyson,Alisson Campos,Darlan,Lucian;Pará,Sinho,Robertinho e Filipinho; Jô Baiano e Bob(Nininho) Os jogadores já estão em regime de concentração para a primeira partida das semi- finais do certame de juniores,

sexta-feira, 23 de abril de 2010

A vez da despedida tricolor

O tabu está mantido. Na noite de ontem, o Santa Cruz voltou a falhar em sua sétima tentativa de avançar às quartas-de-final da Copa do Brasil. Como nas seis ocasiões anteriores, o Tricolor foi eliminado nas oitavas. Dessa vez com uma nova derrota para o Atlético-GO, por 2 x 0, no Serra Dourada. No Arruda, já havia perdido por 2 x 1. Robston, o carrasco do confronto, autor de dois gols no jogo de ida, voltou a marcar. Marcão completou. O detalhe é que ambos entraram no decorrer do segundo tempo. Com o ponto final na Copa do Brasil, o Santa volta todas as atenções para as semifinais do Pernambucano. Dado Cavalcanti surpreendeu ao sacar Elvis e Gilberto Matuto do time titular. Na escalação oficial divulgada momentos antes da partida, Wellington na lateral direita; Goiano, Léo, Jackson e Dedé no meio campo. Uma postura demasiadamente precavida, na teoria. Principalmente pela necessidade do Santa, que já começou o jogo precisando de dois gols, independentemente de sofrer ou não o primeiro. Na prática, porém, o esquema de Dado funcionou na etapa inicial. Com dez minutos de bola rolando, o desenrolar da partida justificava as opções do técnico tricolor. E o fato do Santa Cruz ter sido melhor em boa parte do primeiro tempo, por si só respalda as escolhas de Dado - tendo em vista a melhor qualidade técnica do adversário. Joelson e Brasão poderiam ter colocado o time pernambucano em vantagem. Na melhor oportunidade coral, aos 22 minutos, o chute de Joelson parou na recuperação do zagueiro Agenor. O Atlético só resolveu fazer Tutti trabalhar lá pela metade do primeiro tempo. Aos 34, Rodrigo Tiuí teve chance de abrir o placar. Cara a cara com o arqueiro tricolor, ele tentou o toque sutil por cobertura. Melhor para Tutti. Satisfeito com a postura do seu time, Dado Cavalcanti descartou qualquer substituição no intervalo. Precaução pertinente ou covardia? Em meio aos tricolores, a resposta deve ter variado de acordo com o perfil de cada torcedor. Só aos 18 minutos do segundo tempo, Dado resolveu abrir mão de um volante. Léodeu lugar ao meia Elvis. Àquela altura, apostar num time mais ofensivo era a única saída para o Santa. A medida em que os ponteiros do relógio pareciam se apressar, o desafio dos dois gols ficava cada vez mais complicado. O Tricolor jogava contra dois adversários: o Atlético e o tempo. Por incrível que pareça, mesmo com o gol de Robston aos 28 minutos - por sinal um golaço de fora da área - o maior oponente do Santa continuou sendo o relógio. Com 1 x 0 para o Atlético estampado no placar, o Tricolor precisava dos mesmos dois gols. A diferença era que o 2 x 1 levava a decisão para os pênaltis, enquanto o 2 x 0 garantia a classificação direta. A certeza da eliminação veio com o passar do tempo. O gol de Marcão, aos 45, apenas sacramentou o veredicto do relógio. Atlético-GO 2 Márcio; Márcio Gabriel, Gilson, Jairo e Thiago Feltri; Agenor (Erandir), Ramalho, Pituca e Elias (Robston); Rodrigo Tiuí (Marcão) e Juninho. Técnico: Geninho Santa Cruz 0 Tutti; Wellington, Leandro Cardoso, Luiz Eduardo (G. Matuto) e Edson Miolo (André Leonel); Goiano, Léo (Elvis), Dedé e Jackson; Joelson e Brasão. Técnico: Dado Cavalcanti Fonte: Diario Pe

quinta-feira, 22 de abril de 2010

A fé na repetição do milagre

Repetir o "milagre" do Engenhão, quando eliminou o Botafogo das oitavas de final da Copa do Brasil, ao vencer a partida por 3 x 2 - após perder o primeiro confronto por 1 x 0, no Arruda. É o sonho do Santa Cruz diante do bom time do Atlético-GO, hoje, às 21h, em pleno Serra Dourada. Como perdeu o primeiro duelo, em casa, por 2 x 1, o Tricolor terá que, no mínimo, dar o troco pelo mesmo placar para levar a decisão para os pênaltis, ou buscar a classificação direta ganhando por dois gols gols de diferença ou vitórias com placar acima de 3 x 2. Se passar, o Tricolor chegará pela primeira vez às quartas de final da competição. Para alcançar o objetivo, o técnico Dado Cavalcanti mudou um pouco as suas próprias características. Como já tem a base da equipe definida, o comandante coral costuma confirmar logo a escalação, sendo os jogos decisivos ou não. Desta vez, a história foi diferente. Ele só vai confirmar os onze jogadores que vão entrar em campo diante do Dragão momentosantes da bola rolar. Porém, é certo que o zagueiro Leandro Cardoso, recuperado de uma lesão na coxa direita, será o titular em lugar de Alysson, suspenso pelo terceiro amarelo. O volante Leo, que não jogou a primeira partida no Recife por ter recebido o terceiro amarelo, também deve voltar, mas ainda se queixa de dores na região pubiana. Se atuar, Dedé deverá sair do time, mas especula-se que o meia Jackson também poderia ser o escolhido para ficar no banco de reservas. Outra opção seria a entrada do velocista Marcelinho no ataque no lugar de Joelson. "Temos que fazer algo diferente do que foi feito no Arruda. Afinal, perdemos a partida", declarou Dado Cavalcanti, que quer o Tricolor usufruindo das oportunidades. "Se a gente tiver a chance de fazer o gol, vamos criar um grande problema para o adversário, que vai ficar em dúvida se sai ou não para o jogo. É uma partida onde temos que ter tranquilidade porque, mesmo se o gol sair perto do final do segundo tempo, poderemos surpreender no final e ficar com a vaga." Já o meia Jackson, um dos mais experientes da equipe, se mostrou bastante confiante na classificação coral, mesmo com a desvantagem por conta da derrota no Arruda. "Se a gente não acreditasse na classificação era melhor nem entrar em campo. Podemos sim ter sucesso. É nisso que todos tem que pensar diante do Atlético-GO", frisou, descrevendo como deve se comportar o time diante de um adversário que mostrou ser bastante qualificado. "Temos que ter uma marcação forte desde o ataque. Se isso ocorrer, vamos ter mais posse de bola e as coisas vão ficar mais fáceis para o meio-campo e também para a defesa." Quem também se mostrou bastante animado foi o lateral-direito Gilberto Matuto. Mas o defensor coral faz um alerta. "O que não pode acontecer é a gente deixar o Atlético sair na frente no marcador. Temos sim plenas condições de buscar a vaga como aconteceu no Engenhão contra o Botafogo. Empenho da nossa parte a torcida pode estar certa que não vai faltar." Fonte: Diário PE

Agora só resta o Estadual

"O jogo acabou, temos que ser realistas." A frase é do meia Eduardo Ramos. Foi proferida no intervalo da partida de ontem contra o Atlético-MG, na Ilha do Retiro. Resume a eliminação rubro-negra da Copa do Brasil. Despedida marcada pela falta de atitude dos atletas, de ousadia do técnico Givanildo Oliveira. Saída com derrota. A terceira seguida na temporada. Até a semana passada invicto, hoje o Sport está abatido. Justo no momento de decidir o título do Estadual.
Jogadores do Galo comemoram em plena Ilha do Retiro Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press
Há quem critique a postura de Eduardo Ramos de jogar a toalha. Os otimistas argumentam que faltavam pelo menos 45 minutos. Citam o triunfo sobre o Internacional, na mesma Copa do Brasil, em 2008. Contexto bem diferente. De fato, o Sport estava eliminado no fim do primeiro tempo de ontem. Pelo placar adverso de 2 x 0 e também pelo espírito e desempenho dos jogadores em campo. Poucos renderam o esperado. Na verdade, apenas o volante Zé Antônio. O próprio Eduardo Ramos esteve mal. Em nada contribuiu na marcação, errou passes, perdeu divididas e, na boachance que teve de marcar, aos 37, preferiu induzir o árbitro a marcar pênalti. Disputava na velocidade com Júnior e Wescley. Se jogou na área. Nada. Se levantou e viu, no contra- ataque, Diego Tardelli receber a bola com apenas César e Magrão a sua frente. Tardelli passou fácil pelo zagueiro. Na saída do goleiro, tocou sutilmente. Marcou o segundo gol do Galo. Segundo porque, aos 19, Muriqui abriu o placar. Fez no momento em que o Sport dominava, mas sem pressionar. Queria ser veloz, mas esbarrou no esquema defensivo do Atlético-MG. Que não se arriscava. Vanderlei Luxemburgo aprendeu a lição. Na Ilha, o seu time só ataca com extrema segurança. Assim aconteceu. Zé Luiz lançou da defesa. Fabiano, ex-Sport, dominou na área e chutou cruzado, forte. Magrão não conseguiu segurar. A bola sobrou para Muriqui. Atlético-MG 1 x 0. Sem reação - A etapa complementar começou com o Sport diferente. Apenas na formação. Givanildo Oliveira fez o que era para ter feito ainda no primeiro tempo, quando a necessidade de fazer gols já havia se multiplicado. Desmanchou a linha de três zagueiros e colocou Ricardinho no meio-campo ao lado de Eduardo Ramos. Apagado, Dairo também saiu. Entrou Pedro Júnior. Logo no início, Júlio César emendou um belo chute e obrigou Aranha a realizar grande defesa. Sinal de reação? Não. O Sport dominava, mas sem pressionar. Até os 20 minutos, quando o Atlético-MG equilibrou o jogo. Até que o Leão desistiu de vez. O Galo envolveu o time rubro-negro. Teve a chance da goleada. Perdeu quatro oportunidades. Renan Oliveira, Carlos Alberto, Zé Luiz e Renan Oliveira de novo. Boa parte dos torcedores não viu. Já haviam deixado o estádio com a certeza de que é preciso melhorar muito para não ver outros sonhos ficarem pelo caminho. O sonho do penta estadual, o sonho de voltar à Série A. Sport 0 Magrão; Igor, César (Ricardinho) e Tobi; Júlio César (Eduardo Ratinho), Daniel Paulista, Zé Antônio, Eduardo Ramos e Dutra; Dairo (Pedro Júnior) e Ciro. Técnico: Givanildo Oliveira. Atlético-MG 2 Aranha; Jairo Campos, Werley e Benítez; Carlos Alberto, Zé Luiz, Correa (Ricardinho), Fabiano (Jonílson) e Júnior; Muriqui e Diego Tardelli (Renan Oliveira). Técnico: Vanderlei Luxemburgo. Local: Ilha do Retiro. Árbitro: Djalma Beltrami (RJ). Assistentes: Hilton Moutinho (RJ) e Tiago Gomes (CE). Gols: Muriqui e Diego Tardelli. Cartões amarelos: Ciro (S); Zé Luiz (A). Público: 28.002. Renda: R$ 316.231,00. Fonte: Diário PE

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Agora são os problemas extracampo

As últimas três consecutivas e convincentes vitórias do Náutico serviram para amornar o fervilhão de críticas do público. Os resultados garantiram a vice-colocação da primeira etapa do Estadual ao time. As atuações engrandeceram um elenco maculado por insinuações, inclusive, de fazer o popular "corpo mole". Agora, ao contrário de poucas semanas atrás, surge até o status de favorito diante do Santa Cruz. Mas, extracampo, as rusgas do campo político-administrativo parecem destoar do clima ameno. O conselho deliberativo alvirrubro reprovou, última segunda-feira, por supostos 20 votos a zero (e duas abstenções), as contas da gestão do ex-presidente timbu Maurício Cardoso. Uma comissão interna, com o apoio de auditores externos, deve avaliar as finanças e apresentar, possivelmente até a próxima segunda-feira, um relatório detalhado sobre as contas. Especula-se arrecadação de R$ 30 milhões durante o biênio 2008-2009. Maurício Cardoso nega o montante e admite não ter o balanço contábil concluído. "O valor é bastante inferior. Eu tenho ideia de quanto seja, mas não vou dizer agora. Estou aguardando a convocação do clube para os esclarecimentos", declarou o ex-presidente. Entre os pontos levantados durante a reunião do conselho deliberativo, estiveram possíveis fragilidades, como ausência de documentos comprobatórios e assinaturas. "Só 12 conselheiros compareceram, dentro dos 300 existentes. Nem balanço temos pronto. Ou seja, não mudou nada. Eu não posso autorizar todos os pagamentos do dia-a-dia. O clube precisa correr", justificou Cardoso. Preparação - Os jogadores alvirrubros treinaram, ontem, em dois períodos, iniciando os preparativos para a partida de ida da semifinal contra o Santa Cruz. De manhã, o elenco realizou trabalho de fortalecimento muscular na academia Vip Fitness; à tarde, movimentação tática e atividades físicas em pleno Centro de Treinamento Wilson Campos. O plantel timbu volta ao "batente" hoje, novamente em dois turnos, no mesmo CT do bairro da Guabiraba. Onze mil ingressos estão à disposição da torcida alvirrubra. São três mil bilhetes para arquibancada superior (ao valor unitário de R$ 20), cinco mil para arquibancada inferior (R$ 40), 500 para estudante (R$ 20) e 2,5 mil para cadeira (R$ 50). O início das vendas nas bilheterias do Náutico está programado para amanhã. O valor é bastante inferior. Eu tenho ideia de quanto seja, mas não vou dizer agora Maurício Cardoso- ex-presidente Fonte: Diário PE

Sport e a Ilha estão prontos

O cenário está pronto. Mais de 22 mil rubro-negros se espremeram em longas filas nos últimos dias e disseram "sim" ao chamado do time, garantindo um lugar na Ilha do Retiro de forma antecipada na decisão contra o Atlético-MG. Decisão de título? Ainda não# Mas a única diferença do clima da partida desta noite em relação a uma final de fato é justamente a presença de uma taça em disputa. Tirando isso, todos os elementos de tensão estão reunidos no confronto entre Leão e Galo, que vale uma vaga nas quartas de final. Duelo com direito à campanha "Ilha em Chamas", elaborada para reviver as quartas-feiras mágicas da Copa do Brasil de 2008, com o estádio vermelho, repleto de sinalizadores, acuando os rivais. Hoje, às 21h50, o Rubro-negro jogará mais uma vez para reverter um placar adverso, algo bem comum naquela campanha que rendeu a segunda estrela dourada ao clube. Até esse horário, aquele número torcedores escrito na primeira linha deste texto já deverá estar na casa dos 30 mil fanáticos. A derrota por 1 x 0 em Belo Horizonte obriga o time a ganhar por dois gols de diferença. Caso o Sport vença pelo mesmo placar, pênaltis. Situação semelhante àquela contra o Internacional, mas que aconteceu nas quartas de final. Daquele jogo, a lição de não sofrer um gol em casa. O gol de empate do Colorado forçou o time pernambucano a buscar dois gols (o jogo estava 1 x 1). Com um a menos, a vitória saiu num míssil do zagueiro Durval, hoje no Santos (mais que provável adversário da chave na próxima fase). Conscientes de que nem sempre é possível proporcionar uma reviravolta tão grande quanto aquela contra os gaúchos, os leoninos vem se preparando bem na defesa, reforçando o esquema com três zagueiros, para evitar sustos. Mais do que nunca, o volante Daniel Paulista ficará responsável pela proteção de zaga. Papel bem desempenhado na vitoriosa Copa do Brasil e na Libertadores da última temporada. Treinando há dois dias no Recife, no CT do Náutico, o Atlético não esconde a tática de infenizar o Sport nos contra-ataques, com Diego Tardelli, que chegou a sentir uma leve lesão na segunda-feira. Esse desfalque, porém, não vai acontecer. Na armação de jogadas (e precisando ficar atento para não ceder os tais contra-ataques), Eduardo Ramos, municiando a dupla de ataque formada Ciro e Dairo. O trio já marcou 28 gols na temporada. Com eles, a missão de marcar pelo menos um gol nesta quarta-feira. Pelo menos um, pois dois gols deixariam a matemática rubro-negra mais exata. Informando assim, fica até parecendo que o Sport já está definido. Na prática, está. Mas Givanildo Oliveira, fiel ao seu estilo de trabalho, não antecipa a escalação em competições nacionais. A equipe, porém, deve ser a mesma que jogou no Mineirão há uma semana, a base da ótima campanha no Pernambucano. A única pendência seria entre Dairo e o recém-chegado atacante Pedro Júnior (inscrito apenas no mata-mata nacional). Mas na entrevista coletiva, ontem à noite, a sua resposta seca de certa forma aniquilou qualquer especulação. Após a pergunta de um radialista ("Givanildo, existe alguma possibilidade de Ciro atuar com outro jogador no ataque?"), Giva emendou: "Nenhuma". Sobre o clima da partida, Givanildo, mais sereno, comentou: "Essa notícia de que o estádio vai estar lotado não é boa# É ótima! Se a torcida entender a força que ela tem apoiando o time, o Sport vai pra frente". E ela entende, Givanildo. Ingressos Sócio e estudante R$ 15 Arquibancada R$ 30 Cadeira sócio, ampliação e especial R$ 40 Cadeira para não-sócio R$ 60 Geral* R$ 10 Venda das 9h até o início do intervalo da partida. * Os ingressos para geral (8 mil) já acabaram. A diretoria ainda aguarda a confecção de mais 1.000 ingressos para o setor nesta quarta. Ingressos vendidos: 22.100 Carga total: 33.000 Sport Magrão; Igor, César e Tobi; Júlio César, Daniel Paulista, Zé Antônio, Eduardo Ramos e Dutra; Ciro e Dairo. Técnico: Givanildo Oliveira Atlético-MG Aranha; Jairo Campos, Benítez e Werley; Carlos Alberto, Zé Luis, Correa, Ricardinho e Leandro; Renan Oliveira e Diego Tardelli. . Técnico: Vanderlei Luxemburgo Fonte: Diário PE

Santa aposta no mistério

Diário de Pernambuco No primeiro duelo com o Atlético-GO válido pelas oitavas de final da Copa do Brasil, no Arruda, o técnico Dado Cavalcanti não fez mistério algum. Apenas definiu o volante Dedé como o substituto de Leo, suspenso pelo terceiro amarelo, e foi para o jogo. A derrota por 2 x 1, porém, fez com que o comandante coral mudasse totalmente a sua estratégia para o jogo da "volta" amanhã, às 21h, no Serra Dourada, quando o Tricolor terá que vencer por dois gols de diferença ou por placares acima de 3 x 2 para conseguir a classificação inédita às quartas de final. Se passar, o time poderá encarar o Atlético-PR ou o Palmeiras. Um placar igual ao do Recife a favor da equipe coral leva a decisão para os pênaltis. Ontem, pela manhã, logo após o último treinamento realizado antes da viagem, à tarde, para Goiás, Dado Cavalcanti confirmou que estará levando o zagueiro Leandro Cardoso e o volante Leo, ambos recuperados de lesões musculares, mas disse que só vai confirmar o Santa Cruz momentos antes da partida. O zagueiro Alysson,suspenso pelo terceiro amarelo, é o único considerado titular que ficará no Recife. "Ainda temos um treino marcado para amanhã (hoje) no centro de treinamento do Vila Nova, mas o time que tenho na cabeça só será divulgado antes dos jogadores entrarem no gramado", frisou, explicando o motivo da decisão. "Precisamos criar algo de novo e a perspectiva é sim de mudança. Afinal, se repetirmos o que fizemos aqui, no Arruda, a gente será derrotado como na primeira partida." Apesar dos mistérios, deu para "pescar" que o Tricolor tentará marcar o seu adversário sob pressão para tentar sair na frente no marcador. "Vamos para cima sim, mas com cuidado, pois se tomarmos primeiro o gol não tenho dúvidas que o time vai se abater um pouco e a vaga ficará bem mais longe", destacou, evidenciando as armas que vai procurar utilizar para surpreender a equipe muito bem comandada pelo experiente técnico Geninho (ex-Sport e Náutico). "Atualmente, 70% dos gols são marcados em jogadas de bola parada ou contra-ataques. É nisso que a gente vai apostar." Já quando questionado sobre a recente declaração de que o Santa Cruz costuma "dançar de acordo com a música", ou seja, cresce diante de adversários de mais qualidade, Dado Cavalcanti foi enfático: "Todo time persegue a regularidade e o ideal é que a gente jogasse como o Santos. Mas qual equipe vem mostrando essa regularidade? Portanto, o melhor mesmo é que a gente possa se sair bem como tem feito sempre diante de equipes de maior gabarito na quinta-feira (amanhã) e voltar com a classificação para o Recife." O técnico coral confirmou ainda que os atletas que atuarem na partida contra o Atlético-GO serão liberados logo quando chegarem ao Recife, sexta-feira, por volta das 12h45, às vésperas do primeiro clássico das semifinais com o Náutico, domingo, às 16h, no Arruda. "Vou sim liberá-los para ir em casa e a concentração será na sexta à noite. No sábado, pela manhã, faremos o único trabalho para a partida com o Náutico", explicou Dado Cavalcanti.
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